PARÓDIAS NO ENSINO DE HISTÓRIA!
A utilização de paródias musicais no
ensino/aprendizagem de História, com certeza obtém ótimos resultados, desde
que, para tal, o professor
direcione este trabalho propondo
um tema e estimulando os alunos à criação de versos a esmo, que formarão, a seu
curso, a letra da música ou uma estrofe que será acrescentada à uma letra
elaborada previamente. Desta forma, a memorização se tornará possível através
da utilização de quatro “portas”:
- a utilização da música, representada por uma melodia de fácil aceitação;
- o uso da criatividade, que deixará o ambiente propício a aceitação do trabalho e do conteúdo, já que este, será uma criação própria da turma e, portanto, algo inovador, participativo e interessante para eles;
- a elaboração de tópicos, que irão transformar-se em versos, estrofes e, por sua vez, na composição em si, facilitando e resumindo o conteúdo;
- o uso de um dos princípios básicos de memorização, a repetição, que estará sendo usado, inconscientemente, durante o processo, pois a letra será repetida inúmeras vezes.
É possível, também, enumerarmos alguns ítens
que comprovam o motivo pelo qual o uso de paródias musicais obtém suceeso:
·
sempre quando estamos
cantando estamos relaxados. E, aprendemos melhor quando não nos sentimos “forçados”
a aprender algo. Quando sentirmos prazer em aprender. Porém, é imprescindível
que aprendamos a prestar atenção aos detalhes do que estamos cantando para que
possamos aprender;
- “Uso de tópicos para resumir e facilitar o
conteúdo”: Esses tópicos que devem ser criados para auxiliar na
memorização nada mais são do que os versos que são necessários para a
elaboração de uma letra. Podemos
também, comparar esses tópicos com as frases melódicas de uma melodia.
Enfim, tópicos de um assunto, produzem o mesmo efeito, em nosso cérebro,
do que os versos e frases melódicas de uma composição musical.
- “Nosso cérebro
precisa de organização para poder memorizar”: podemos observar que os
versos de um letra possuem uma ordem cronológica e uma organização que
obedecem a sequência lógica dos acontecimentos em questão, facilitando
assim, a ação de memorizar.
- “A criação de gatilhos auxilia no despertar do
cérebro para o aprendizado”: Quando pegamos a caneta para criar versos, ou
nos preparamos para recitar uma poesia, ou ainda, quando nos posicionamos
com um instrumento musical para iniciar a execução de uma melodia, bem
como quando ligamos um aparelho de reprodução musical para ouvir uma
música que nos auxiliará em nossos estudos, estamos criando uma certa
“disciplina” que nosso cérebro reconhecerá e servirá de “gatilho” para
iniciar o processo de memorização.
- “Falar sobre o assunto e simplificar os detalhes
favorece a memorização”: É justamente isso que estamos fazendo ao cantar a
letra de uma Paródia Musical. Falar sobre o assunto, pois iremos repetir
várias vezes a letra e, ao mesmo tempo, comentar sobre ela e, simplificar
o conteúdo pois, é exatamente isso que a composição da letra se propõe.
- Quando
trabalhamos com uma paródia musical estamos criando um “mapa mental” no
cérebro do aluno: Após termos decorado a letra ficamos com sua “forma”
gravada em nossa mente. Se observarmos perceberemos que o formato de
quatro, seis ou oito versos, ou ainda, se a letra não segue esse padrão
convencional de distribuição de rimas,
ficou gravado em nossa memória. Somente ao lembrarmos do primeiro
verso da estrofe já somos capazes de “imaginar” a estrofe inteira. O que
facilita e aciona o “gatilho” da memorização da composição inteira.
·
“ Devemos estimular a
memória como se isso fosse uma atividade física prazerosa”: Neste ponto cabe
fazer uma observação: o uso de Paródias Musicais no ensino/aprendizagem de
qualquer disciplina obterá, sempre, mais sucesso com aqueles estudantes que
tiverem mais apreço pela poesia e pela música. Isso é indiscutível pois, sempre
aprenderemos mais facilmente aquilo que mais gostamos. Ou seja, se não gostamos
de poesia, nem de música, não conseguiremos utilizá-las para nosso aprendizado.
Porém, é importante comentar que, a quantidade de pessoas que apreciam a poesia
e a música é muito maior do que as que não apreciam.
·
“Relacionarmo-nos com os fatos nos torna parte
dos fatos”: Aqui, no tocante às Paródias Musicais, podemos lembrar que,
sempre, quando criamos uma composição, estamos colocando um pouquinho do nosso
“eu”! O mesmo acontece quando escolhemos
uma música do nosso agrado para fazer uma paródia para estudo de uma
disciplina. Estamos colocando o nosso gosto musical na criação. O que significa
afirmar que, estamos “participando da história”, estamos nos tornando “parte”
daquilo que estamos criando. Dessa forma o interesse pelo assunto é sempre
maior pois, existe algo de nós no tema estudado. Isto também serve de “gatilho”
para a memorização.
·
“Exagerar chama a atenção de nosso cérebro para
os fatos narrados”: Ao inserirmos termos exagerados
em nossa composição, ou até mesmo gírias
ou linguagens usadas por nossa sociedade, isso fará com que nosso cérebro crie
associações do tema de estudo com esses termos exagerados ou de gírias. O
importante é, sempre, criarmos “links” para facilitar a memorização.
·
“Você deve observar o
objeto de seu estudo”: Aqui, remetendo-nos ao livro didático, que nos servirá
como base para elaboração de nossas letras
utilizadas no ensino de História, é importante lembrar que devemos
observar os detalhes, tanto relativos ao texto em questão quanto às imagens que
estão contidas neste livro. Elas, as imagens, juntamente com a literatura, nos
darão apoio à elaboração da poesia historiográfica.
·
Para memorizar é preciso associar”: Esta questão da associação é muito válida, também, para
relembrarmos partes da letra de uma paródia com tema histórico. Ao montarmos a
poesia que tornar-se-á a letra de nossa paródia musical é importante que
mantenhamos algumas partes da letra original para que possamos associar esses
versos originais com os versos que criamos. Acredite, isto tornará mais fácil a
memorização. Lembrando que, todo este trabalho de criação de poesias ou
melodias tem como finalidade memorizar mais facilmente os temas propostos pelo
ensino da História. Portanto, quanto mais “links” criarmos para facilitar o
decorar ou o memorizar, maior será o sucesso de nosso “empreendimento”.
·
“Obter disciplina e exercitar”: quanto mais
exercitarmos a criação de letras para serem musicadas, mais fácil se tornará, não só a elaboração
destas poesias, como também, a memorização das mesmas. Quanto mais cantamos
essas letras, ou seja, quanto mais exercitamos, mais associações criaremos com
o conteúdo.
Posso concluir, que a Paródia Musical, como
ferramenta no ensino-aprendizagem de História, não só aproxima professores e
alunos, e estes com a História mas, também,
é capaz de motivar e estimular o aprendiz. É uma ferramenta rica, que
permite estimular a linguagem cognitiva e, por esse fato, deve ser explorada a
fim de diversificar e contextualizar a aprendizagem. O trabalho com música em
conjunto com o ensino de História tende a despertar o aluno para a ciência,
tornando as aulas mais prazerosas e possibilitando a integração da turma.
Informações:
Prof. Sandro Job
Professor de História na Emef Homero Fraga, em Nova Santa
Rita
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